26 de abr de 2010

Cid Moreira lança biografia escrita pela mulher, em Florianópoli

Apresentador conversa com público e autografa livros no Shopping Iguatemi

Por 24 anos, ele foi o homem que informou um país de dimensões continentais, numa época em que a tevê era o mais amplo meio de comunicação. Não era só a face que impressionava milhões de telespectadores, todas as noites, de segunda-feira à sábado, das 20h às 20h30min. A voz grave, empostada, imprimia dramaticidade, leveza ou bom humor quando necessário a cada notícia que apresentava aos brasileiros.

O dono daquela que até hoje é lembrada como a "Voz da Comunicação do Brasil", o locutor Cid Moreira, 82 anos, estará nesta segunda-feira, em Florianópolis. Lança a biografia "Boa Noite", escrita pela esposa, Fatima Sampaio Moreira, no Palco Iguatemi, às 19h. É a segunda edição da promoção em 2010, que no mês passado trouxe o músico Humberto Gessinger.

No hall principal do Shopping Iguatemi, Cid conversará com o público. Em seguida, sobe até a Saraiva Megastore, onde autografa o livro junto com Fatima. A obra, é claro, traz uma visão oficial da trajetória de Moreira, desde a infância em Taubaté (SP) até a nova fase, na qual empresta a garganta à série de leituras do Novo Testamento que tornou-se enorme sucesso em livrarias e lojas de CDs.

Mesmo oficial, está longe de ser uma obra sem graça. Toca em assuntos delicados, como a exposição de seus problemas pessoais nas chamadas "revistas de fofocas", decepções e sua saúde. Uma alegria recente foi poder voltar ao tênis — uma paixão — após uma cirurgia para recuperar os movimentos da mão direita, prejudicados.

E talvez seja esse lado humano e desconhecido o grande charme de "Boa Noite", que também traz fotos curiosas de todas as fases da vida do jornalista e locutor. Uma delas, de certa forma, simboliza o espírito da publicação: traz Cid e seu principal parceiro de Jornal Nacional, Sérgio Chapelin, cumprimentando-se, de pé, atrás da bancada que dividiram por duas décadas e meia. Era a despedida da dupla da função, em 1996. Trajando impecáveis paletós, camisas e gravatas, Moreira e Chapelin vestiam abarrotadas calças jeans.

Lado leve e descontraído

É o lado leve, descontraído da atividade. Que sempre foi incutida no telespectador pelo aspecto grave, sério da apresentação de notícias, mesmo com a adoção de posturas mais casuais pelas novas gerações de âncoras. Adaptar-se às mudanças é também um desafio para gente experimentada como a grande voz da televisão brasileira.

Ele lembra, com bom humor, do momento em que, locutor do Fantástico, teve que adotar um tom novo, descontraído, para narrar as peripécias de Mister M, o "príncipe de todos os sortilégios". Era o final de 1998, e Cid tinha então 72 anos. A atração foi um sucesso mágico, em todos os sentidos. Chegou a alcançar 50 pontos de audiência — ou seja, metade das tevês brasileiras estavam ligadas no mascarado que revelava os segredos da magia.

Foi com Mister M que Cid ficou conhecido por uma nova geração de fãs, as crianças. E a qualidade de "Boa Noite" é justamente apoiar-se em uma linguagem coloquial. O texto de Fatima complementa declarações de Moreira, e tudo é contado em um estilo intimista, como se o leitor estivesse junto com o casal. Pode ser lido tanto pelos contemporâneos do veterano comunicador como pelos adolescentes curiosos pela vida do locutor.

"Boa Noite", Fatima Sampaio Moreira. Prumo Editorial, 296 págs., R$ 39,90. 

Fonte: Diario.com.br
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