19 de jan de 2012

Governo cria diretrizes para atender pacientes com silicone adulterado

Atendimento pode ser feito pelo SUS ou por planos de saúde.
Cirurgia só será feita em casos de ruptura ou risco de câncer.

Após uma reunião a portas fechadas com sociedades médicas nesta quarta-feira (18), o Ministério da Saúde divulgou as diretrizes para o atendimento de pacientes com próteses de silicone das marcas PIP e Rófil, que foram adulteradas por seus fabricantes.

O protocolo de atendimento é o mesmo para médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) e de planos de saúde – os dois sistemas devem cobrir os gastos de exames de diagnóstico e cirurgias para quem tiver implantes das duas marcas.

O encontro reuniu o ministério, as sociedades brasileiras de mastologia e cirurgia plástica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula a atuação dos planos de saúde.

Todas as pacientes com próteses das duas marcas e sintomas de ruptura devem procurar atendimento médico.

A cirurgia será feita em quem teve rompimento do implante. Fora isso, quem tem histórico familiar de câncer de mama e sintomas de ruptura ou alterações nos exames físicos também poderá fazer a cirurgia.

Veja abaixo o que deve ser feito, passo a passo.

Atendimento
- pacientes que não sabem que marca de silicone colocaram devem procurar o médico que as operou para receber a informação. Se o profissional não puder ser localizado, devem procurar o hospital onde foi feita a cirurgia e solicitar os dados do prontuário médico – que deve ser guardado por até 20 anos.

- pacientes com próteses da PIP e da Rófil devem procurar o hospital público ou de plano de saúde onde a cirurgia inicial foi feita para passar por exames.

Exames
- pacientes com sintomas de ruptura devem ser avaliadas pelo médico através de exame físico. O médico deve recomendar exames de imagem – preferencialmente, uma ultrassonografia – para detectar se houve rompimento. A ressonância magnética também pode ser usada.

Cirurgia
- a cirurgia deve ser indicada pelo médico, a partir dos resultados dos exames físicos e de imagem e levando em conta as condições de saúde da paciente. Se for confirmada a ruptura, o paciente deve passar pela cirurgia de troca da prótese.

- preferencialmente, a operação de troca deve ser feita pelo mesmo médico e hospital onde foi feita a primeira cirurgia. Se isso não for possível, as pacientes que quiserem operar pelo SUS devem procurar o Centro de Especialidades mais próximo. Se quiserem usar o plano de saúde, devem procurar sua operadora, que vai indicar o serviço da rede a ser procurado.

Acompanhamento
- pacientes sem ruptura devem passar por acompanhamento médico e voltar para nova avaliação em três meses.

- pacientes que passaram pela cirurgia, também precisam ser acompanhados.

fonte: g1.globo.com
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