10 de jan de 2012

Assalto a agências de São João Batista segue padrão de outros crimes em Santa Catarina

Cidades pequenas e com pouco policiamento são as preferidas

São João Batista tem cerca de 26 mil habitante, está próxima da BR-101 e o posto da Polícia Militar da cidade conta apenas com dois agentes. Estas características fazem com que o município se encaixe perfeitamente no perfil dos locais escolhidos pelos bandidos para assaltos a agências bancárias. Além disso, a primeira semana do mês é a preferida, já que os caixas eletrônicos estão cheios para atender os clientes que recebem salário neste período do mês. 

Pelo menos R$ 1 milhão já foram subtraídos dos caixas em pequenas cidades catarinenses, onde o policiamento é precário e, preferencialmente, em regiões que apresentem rodovias que possam ser utilizadas como rota de fuga - a BR-101, no caso de São João Batista. Sempre de madrugada, em ações de até 15 minutos e com armamento restrito das polícias e das Forças Armadas. 

A nova tendência de assaltos a bancos, com uso de explosivos, começou em maio de 2010, em Pernambuco, Nordeste do País. Seguiu para o Sudeste, onde ficou mais forte em São Paulo, foi para o Centro-Oeste, em Goiás, até chegar na região Sul. O crime da moda não deve ter relação com facções criminosas. Estas preferem atuar mais no tráfico de drogas, que rende em um dia o equivalente a três bancos roubados. Cada caixa eletrônico tem cerca de R$ 100 mil. 

As quadrilhas tem padrão de comportamento diferentes, tanto no tipo de armas usadas, na logística da ação e no tipo de artefato explosivo. Umas usam material caseiro e improvisado, o que aumenta o perigo, já que podem errar na carga e explodir construções residenciais que no térreo abrigam caixas eletrônicos. Outros grupos trabalham com explosivos industriais, furtados de empresas ou nas estradas, durante o transporte. 

Seguindo os explosivos 

Rastrear os explosivos é a chave para prender os assaltantes que vem fazendo a festa nos caixas eletrônicos no Estado. A conclusão é partilhada por policiais civis, militares e o Exército. Pelo menos 875 quilos de explosivos, entre emulsão de TNT e dinamite, foram furtados na região Sul do Brasil, desde o final 2010 até o término de 2011.



Fonte: Clickrbs.com.br
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