9 de fev de 2012

Aranhas cobrem árvores com teias gigantes em Iranduba, no Amazonas

Os animais constroem e ampliam as teias a cada três meses. Fenômeno surpreendeu moradores do município amazonense.


Colônias de milhares de aranhas do gênero 'anelosimus' tecem grandes teias que chegam a cobrir árvores em Iranduba, município na Região Metropolitana de Manaus, localizado a 27 km de Manaus. O fato curioso inicia a cada três meses, quando as árvores são limpas pelos moradores locais e a espécie inicia o processo de reconstrução das teias.

Segundo o caseiro Ronaldo Costa e Silva, as aranhas são rápidas na construção das teias. "Em três meses, elas constroem uma teia dessa. Nós limpamos e elas voltam a construir de novo", afirmou. Já o filho de Ronaldo, Ramom Costa da Silva, gosta das teias porque o faz lembrar de um personagem de desenho animado. "O homem-aranha é o meu desenho favorito. As teias me lembram ele. Eu gosto porque ele solta teias pelas mãos", disse.

De acordo com a aracnóloga do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Lidianne Salvatierra, o tamanho da teia verificada em Iranduba, é incomum mas não é exclusividade do estado. "Essas aranhas são tropicais e podem ser encontradas do Panamá até Santa Catarina. Cada colônia é formada por grupos que envolvem de mil a dez mil aranhas. É interessante, mas não é exclusividade do estado", afirmou ao G1.

O veneno também não deve ser motivo de preocupação para os moradores de Iranduba. "Esse tipo de aranha tem veneno, mas com potencialidade baixa. Ele só é usado para capturar pequenos e grandes insetos", explicou a pesquisadora.

Ainda segundo Lidianne, as aranhas estão inseridas no grupo chamado de aranhas sociais, diferentemente das demais espécies. "A maioria das aranhas tendem a ser solitárias ou vivem em dupla, mas esse tipo de espécie se agrupa e constrói teias que são sempre renovadas e ampliadas. A teia, que funciona como uma armadilha para os insetos, chega até a contorcer as folhas. Esta contorção acaba dificultando o processo de fotossíntese, mas não é um efeito direto e nem representa um perigo às árvores", disse.

Fonte: g1.globo.com


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