25 de mar de 2010

Aproveite a água das chuvas - Conheça o sistema de captação e aproveitamento que gera economia e um uso mais responsável desse recurso

Texto: Renata Ramos


Toda casa precisa de um sistema de captação e escoamento de água das chuvas eficiente. Para tanto, é necessário instalar calhas, rufos, rincões e funis que conduzem as águas pluviais a pontos de escoamento como ralos, caixas com grelhas e bocas de lobo. Então, por que não redirecionar essa água e utilizá-la? Um sistema de aproveitamento permite o uso da água para fins não potáveis e ainda ajuda a economizar na conta.
O sistema funciona assim A água da chuva é coletada do telhado por calhas e acumulada em uma cisterna. De lá, passa por um filtro e é bombeada pela residência.
O ideal é que esse reservatório possua um ladrão para despejar a água excedente em dias de muita chuva. A capacidade ideal deve ser determinada pelas empresas especializadas na instalação do sistema. Para isso, será necessário apenas identificar os seguintes dados: área de coleta do telhado, região e clima do local e previsão de consumo de água.
Se a cisterna ficar na parte inferior da construção, será necessário instalar uma bomba que ajude na distribuição. Já o filtro é indispensável, para evitar contaminações.
O reservatório da água da chuva não precisa ser acoplado à caixa d’água da residência, mas em períodos de estiagem pode ser necessário transferir a água da caixa para a cisterna. Se, por exemplo, o reservatório de chuva for responsável pelo abastecimento dos vasos sanitários, não poderá ficar vazio.
“O sistema de aproveitamento pode ser instalado tanto em empreendimentos em construção quanto em preexistentes, afinal, grande parte da infraestrutura necessária é colocada externamente”, informa o biólogo da Acqua Regia Tecnologia Ambiental, Liutas Martinaitis Ferreira.
Essa água pode ser usada para a limpeza geral e irrigação do jardim. “Ela pode ainda abastecer os vasos sanitários. Nesse caso, a tubulação deve ser independente de chuveiros e lavatórios, bem como do restante da casa”, ensina o engenheiro civil Alberto Chierighini Filho.
Para estender ainda mais o uso e viabilizar o contato com o corpo humano, é preciso contar com um sistema de desinfecção. “Antes de ser distribuída, a água da cisterna precisará ser enviada a um equipamento de purificação que fará a filtração e a esterilização”, explica o diretor comercial e biólogo da Acqua Regia.
O engenheiro do Departamento Técnico da AcquaBrasilis Meio Ambiente, César Argentieri Ferreira, lembra que, para o tratamento, há vários tipos de filtros. Um deles descarta a primeira água, aquela que carrega a maior parte das impurezas contidas nos telhados; o restante é armazenado para aproveitamento. Outro armazena todo o volume precipitado e para tratamento existe um filtro de areia que retém as impurezas. E há ainda aqueles que usam os raios ultravioleta para desinfecção. “Nos dois primeiros, é necessária uma dosagem de cloro para evitar a proliferação de bactérias. Logo após, a água é bombeada para os pontos de consumo e caixa d’água de reuso”, acrescenta o engenheiro.
Por que aproveitar essa água?
Segundo o especialista da AcquaBrasilis, considerando que o consumo em vasos sanitários pode chegar a 40% da totalidade em uma residência, os projetos com esse sistema economizam bastante. “Além disso, diminuindo o consumo de água, se reduz a cobrança de esgoto, gerando economia em dobro”, destaca Ferreira. Porém, ele admite que, em épocas de estiagem, será necessário usar a água da concessionária e alguns meses do ano não contarão com essa economia.
Investimento
O diretor do Consórcio da Chuva 3P TECHNIK / ACQUASAVE, Jack M. Sickermann, diz que os gastos de um sistema completo, em uma área de 150 a 250 m2, com instalação durante a obra, variam entre R$ 5.500 e R$ 7.500. “Em uma residência pronta, instala-se uma cisterna menor, o que diminui o custo, já que esse item é o mais caro. Nesse caso, o custo varia entre R$ 3.500 e R$ 4 mil”, informa.
Ele ainda lembra que, em construções residenciais, o retorno desse investimento é mais lento. “Normalmente, não é inferior a três anos”, conclui.
Ilustração: Gerson Mora
Fonte: Casa & Construção
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