8 de fev de 2012

Médico recomenda cuidados para evitar doenças como a gastroenterite no verão

Desidratação provocada pela doença pode levar até à morte em casos mais graves.
Mais do que um mal-estar passageiro, sintomas como náuseas, vômito, dor de cabeça ou na barriga, fadiga, diarreia, dores musculares e febre podem denunciar uma gastroenterite, infecção aguda que atinge o estômago e o intestino. A doença é provocada por bactérias, protozoários ou vírus encontrados na água, em alimentos contaminados ou pelo contato com pessoas que já apresentam o problema.

Cuidados com a higiene e a alimentação podem afastar a gastroenterite no verão, alerta o professor de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edmilson Migowski. Pessoas infectadas eliminam o vírus pela saliva e podem contaminar outras, inclusive por via respiratória, adverte o professor. No caso de ambientes confinados, como cruzeiros marítimos, a transmissão do vírus é impedida ao evitar o contato próximo com quem está doente.

— É preciso ter em mente que as pessoas infectadas eliminam o vírus até três semanas depois do processo infeccioso aparente e essa pessoa pode ainda estar em fase de contágio até por duas ou três semanas da fase aguda da doença — explica Migowski.

O médico destaca a importância de as pessoas lavarem as mãos antes e depois de ir ao banheiro e antes das refeições. Atenção especial deve ser dada a bebês e idosos.

— O problema principal que ocorre com a gastroenterite viral é a possibilidade de a pessoa se desidratar. Bebês, crianças em idade escolar e idosos são considerados os grupos de maior risco para desidratar e, até mesmo, morrer em decorrência de uma gastroenterite viral. Portanto, é muito importante hidratar bem esse paciente, oferecer bastante líquido — ressalta.

Nesses casos, a hidratação deve ser feita por meio de soro oral, segundo o médico. Na eventualidade de o soro oral não ser suficiente, deve-se internar o paciente para fazer medicação pela veia.

Migowski lembra que, nesta época do ano, os alimentos estragam mais facilmente. A recomendação é que sejam evitados alimentos sem refrigeração adequada.

— Aquilo que não se pode descascar, lavar ou ferver, o melhor é não comer — orienta.

Isso se aplica, em especial, a alimentos feitos na rua ou que tenham sido manipulados ou conservados de forma inadequada.

Fonte: diariocatarinense.clicrbs.com.br
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