6 de fev de 2012

Santa Catarina está entre os Estados onde mais se morre por causa do cigarro

Mais de 40 mortes por ano no estado são causadas pelo tabaco, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios.


No período de 2006 a 2010, 221 pessoas morreram em Santa Catarina devido ao fumo. A informação está no relatório da Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgado neste domingo, que traz um balanço de óbitos causados pelo uso de substâncias psicotativas no Brasil.

O estudo indica que no país foram registrados 40.692 mortes no período de 2006 a 2010 pelo uso, principalmente, de álcool, fumo e cocaína. Em Santa Catarina foram 1.089 óbitos.

Veja a íntegra da pesquisa da Confederação Nacional de Municípios

A principal causa de morte quando se consideram substâncias lícitas e ilícitas é o álcool. De cada 100 mortes por uso de psicoativos, 85 são ligadas diretamente ao consumo de bebidas alcoólicas, num total de 34.573. Deste número, mais de 90 % está representado pelo sexo masculino. O estudo indica ainda que 73,26 % deste total tinham idade entre 30 e 59 anos.

Em Santa Catarina foram 830 mortes Minas Gerais é o principal estado quando se considera mortes por consumo de álcool. São 23 municípios entre as 50 cidades com maiores taxas de mortalidade bruta para cada 1.000 habitantes. Em segundo lugar vem o Paraná com nove, seguido por São Paulo, com cinco. Santa Catarina nem entra na lista, apesar de ter contabilizado 830 mortes por este motivo entre 2006 e 2010.

O fumo é a segunda maior causa de mortes por uso de substâncias lícitas e ilícitas. De 2006 a 2010 foram 4.625 óbitos pelo uso de tabaco. Nesta classificação, os homens também são maioria, mais de 70 %. Do total, 2.847 pessoas tinham idade acima de 60 anos, o equivalente a 61,55 %.

Quando se trata de fumo ou tabaco, o Estado aparece em terceiro no número de municípios na lista das 50 cidades com maiores taxas de mortalidade bruta para cada 1.00 habitantes. Rio Grande do Sul é o primeiro com 17 e Minas Gerais vem na sequência com sete. Lindóia do Sul, São João do Itaperiú, Luzerna, Balneário Barra do Sul, Alto Bela Vista e Palmeira são os seis municípios catarinenses na lista. Ao todo, 221 pessoas perderam a vida no estado pelo uso de tabaco.

O consumo de mais de uma substância ao mesmo tempo e a cocaína também entraram na lista do estudo realizado pela Confederação Nacional de Municípios. Ao todo, foram 834 mortes no país o período. Nestes casos, as vítimas eram na maioria homens (74 %) com idade entre 20 e 49 anos.

Em Santa Catarina foram 38 mortos devido ao uso de mais de uma substância e cocaína. Ouro, Garopaba, Três Barras, Balneário Arroio do Silva e Capivari de Baixo figuram entre as 50 cidades com maiores taxas de mortalidade bruta para cada 1.000 habitantes.

Sobre o relatório da Confederação Nacional de Municípios

O estudo realizado pela CNM usa os números computados pelo DATASUS do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). A análise levou em conta causa da morte e local de residência. O SIM é a única referência no Brasil sobre a mortalidade. Os dados coletados pelas Secretarias Municipais de Saúde são consolidados pelas Secretarias Estaduais de Saúde e, posteriormente, remetidas à Coordenação Geral de Análise de Informações em Saúde (CGAIS). Na base do processo estão as Unidades Notificadoras - estabelecimentos de saúde, institutos médico-legais, serviços de verificação de óbitos e cartório de registro civil - que registram a causa e o local da morte.

Uma análise da própria CNM de novembro do ano passado aponta que 98% das cidades pesquisadas já sabiam da existência do crack. Há, portanto, uma dificuldade quanto à emissão dos laudos, no que se refere à ausência de um alinhamento conceitual quanto à causa da morte. Outro problema é a operacionalização do SIM, que é lento e burocrático.

Fonte: diariocatarinense.clicrbs.com.br

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