22 de abr de 2010

De olho num sistema mais moderno para Florianópolis

Encontro vai discutir o modelo usado em Curitiba e que será implantado nas cidades-sedes da Copa

Florianópolis a caminho do BRT. Este é o tema do encontro, hoje à tarde, entre técnicos do escritório do arquiteto Jaime Lerner e representantes da prefeitura e entidades florianopolitanas. No foco, o Bus Rapid Transit (BRT), sistema de transporte coletivo expresso igual ao de Curitiba, que inclui obras viárias e mudanças no tráfego urbano como a circulação dos coletivos em corredores exclusivos e o aumento médio da velocidade.

O encontro vai acontecer às 14h30min no auditório da Câmara de Diretores Lojistas de Florianópolis. Estão convidados representantes de secretarias municipais, comércio, empresários e trabalhadores de transporte urbano, construção civil e vereadores.

Cinco anos se passaram desde que, em 2005, técnicos da equipe do escritório de Jaime Lerner estiveram em Florianópolis implantando o sistema da tarifa única, que na prática não existe. Agora, eles vão apresentar a evolução do sistema BRT no mundo e explicar como Curitiba tornou-se modelo em mobilidade urbana, cidade que adotou o plano há 30 anos. Recife também aderiu ao BRT. Na América do Sul, países como Chile e Colômbia já implantaram o sistema.

– Fomos procurados pelo vice-prefeito João Batista Nunes, com quem já nos reunimos algumas vezes e, agora, chegou a hora de levar a proposta para alguns segmentos de Florianópolis – diz Fric Kerin, economista que há 30 anos faz parte da equipe Lerner.

Conforme o técnico, não existe um projeto pronto para Florianópolis:

– Isso será feito posteriormente, inclusive porque nestes últimos cinco anos a cidade sofreu muitas mudanças. Agora, nosso objetivo é mostrar a viabilidade do sistema e seu funcionamento em cidades modernas.

Para o vice-prefeito João Batista Nunes, a experiência da equipe de Jaime Lerner vai ajudar a cidade a fazer a sua mudança cultural com relação ao sistema de transportes. Nunes explica que o BRT não trata apenas de ônibus em via exclusiva, mas de um conjunto de exigências como calçadas, parques, ciclovias que proporcionam a humanização do sistema. Existem cerca de 160 sistemas BRT operando ou em construção em 23 países dos cinco continentes. Projetos como estes, explica Nunes, levam em conta as características de cada cidade:

– Uma das grandes vantagens é a possibilidade de integração com os demais tipos de mobilidade, como o transporte marítimo.

Estarão em Florianópolis quatro técnicos da equipe Lerner. O custo da elaboração do projeto é de R$ 570 mil. Para a implantação do sistema, que terá o valor calculado de acordo com a finalização do projeto, a prefeitura deve buscar recursos no Ministério dos Transportes.

angela.bastos@diario.com.br
ÂNGELA BASTOS
Mais sobre o BRT
- O que é: sigla em inglês que significa Bus Rapid Transit e se refere a um sistema de transporte urbano expresso implantado em várias cidades do mundo.
- Custo: mais econômico se levado em conta a média de R$ 111 milhões a cada 10 quilômetros, comparada às outras modalidades de transporte como o Veículo Leve Sobre o Trilho (VLT), que custa R$ 404 milhões, ou o metrô, que exige investimentos de R$ 2 bilhões.
- Espaço: implantação do sistema prioriza as pessoas, as calçadas, parques e as ciclovias da cidade.
- Vantagens: aumenta o número de passageiros que são transportados com mais velocidade, reduz a frota de veículos em circulação e beneficia o meio ambiente porque diminui as emissões de gases poluentes.
Fonte: Volvo Bus Latin América
Fonte: Diario.com.br
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