22 de abr de 2010

Médico suspeito de agredir pacientes em hospital diz que fatos foram distorcidos

Briga aconteceu na emergência do Hospital Regional de São José

Rogério Tomio Tonolli, médico suspeito de agredir pacientes no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis, conversou com equipe da RBS TV na tarde desta quarta-feira pelo interfone do prédio onde mora. Ele negou as acusações de agressões:

— Três caras me pegaram na emergência e começaram a me dar um monte de paulada. Três contra um e eu agredido? Um diz uma coisa. Outro diz outra e no final vai dar uma coisa tão distorcida — defendeu-se.

A Superintendência de Hospitais Públicos Estaduais receberá nesta quinta-feira o pedido de abertura de sindicância contra o médico. O cardiologista se envolveu em uma briga no Instituto de Cardiologia, em São José, na Grande Florianópolis, e é acusado de agredir quatro pessoas no local de trabalho.

Ele foi afastado das atividades pela direção do Instituto, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde. Nesta quarta-feira à noite, uma ambulância parou em frente ao apartamento do médico, no bairro Campinas, em São José. Vizinhos afirmaram que ele teria sido internado.

Colegas suspeitam que ele estaria enfrentando problemas com estresse, mas ninguém confirma. Na noite de terça-feira, por volta das 19h30min, Tonolli teria protagonizado uma briga dentro do Instituto de Cardiologia, que funciona em anexo ao Hospital Regional de São José.

Uma testemunha ouvida pela rádio CBN/Diário contou que o médico estava alterado e agrediu pelo menos quatro pessoas. A confusão envolveu uma enfermeira, um paciente e dois acompanhantes de pacientes. Sem ser identificada, a testemunha afirma que o médico discutiu com uma paciente.

Em seguida, teria dado um chute numa enfermeira e um tapa no rosto de uma outra pessoa. O motivo das agressões seria a sua insatisfação com o suposto barulho na emergência do hospital.

Depois das primeiras agressões, um tumulto se formou no local. Houve briga generalizada com o médico. A Polícia Militar foi chamada. O caso parou na Central de Polícia. O médico assinou um Termo Circunstanciado e foi liberado. Nesta quarta-feira, a Polícia Civil não informou se abrirá ou não inquérito policial para investigar o fato.

A direção do Instituto de Cardiologia pretende deslocar outro médico para a função em que Rogério atua para não prejudicar o atendimento de emergência.
DIÁRIO CATARINENSE
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