22 de abr de 2010

Funcionários da Comcap protestam em Florianópolis

Trabalhadores são contra desapropriação de área onde companhia explora estacionamento

Atualizada às 10h23min
Funcionários da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap) paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira em protesto contra a desapropriação do terreno cedido à autarquia há mais de 10 anos para a exploração de um estacionamento na Baía Sul, no Centro de Florianópolis .

A decisão de suspender os serviços foi definida em assembleia geral finalizada por volta das 9h na sede da companhia, na parte continental da cidade.

Passeata e confusão

Após o encontro, cerca de 500 trabalhadores saíram em passeata em direção ao estacionamento, na parte insular da cidade. Às 9h45min, houve confusão quando os manifestantes chegaram à cabeceira da ponte Pedro Ivo Campos.

O grupo tentou atravessar a ponte a pé, mas a Polícia Militar (PM) interveio e impediu que houvesse a interdição do tráfego em uma das faixas da ponte.

Mesmo assim, a passagem de veículos acabou prejudicada. A pista teve de ser bloqueada pelos policiais para que os manifestantes cruzassem a Via Expressa, nas imediações do acesso à ponte pelo bairro Coqueiros, em direção à ponte Colombo Salles.

Eles seguiram para o Centro pela passarela sob a ponte utilizada pelos motoristas que deixam a cidade.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (Sintrasem), Alciléia Cardoso, os trabalhadores que participam da mobilização devem seguir em caminhada até a prefeitura e o prédio do Ministério Público Federal (MPF).

— Isto tem de ser discutido com a população e os trabalhadores. Será que interessa fechar 600 vagas de estacionamento no Centro para a construção de um prédio? — questiona Alciléia, que teme pelo futuro dos 15 trabalhadores que atuam no estacionamento, seis deles readaptados (que não podem exercer outras funções).

A dirigente do sindicato reclama da omissão da prefeitura para o caso. Pare Alciléia, o poder público teria se omitidu durante o trâmite do processo que culminou com a decisão judicial que determina a desocupação do espaço.

O presidente da Comcap, Ronaldo Freire, lamenta a perda da receita mensal para a companhia, que pode chegar a R$ 150 mil.

— Vamos cumprir a decisão judicial, mas vemos com tristeza esta ação da União, que foi surpreendentemente ágil neste caso — reclama Freite. Ele adianta que a perda do dinheiro pode ter impacto nos serviços da companhia.

Entenda o caso 
Por decisão da Justiça Federal, a área de 18 mil metros quadrados localizada na Avenida Hercílio Luz, onde atualmente funcionam um estacionamento público, o Direto do Campo e uma área onde ônibus do transporte coletivo ficam parados entre as viagens, será desocupada para a construção de novo prédio do Ministério Público Federal (MPF).

Essa foi a determinação da Justiça Federal em sentença proferida em janeiro pelo juiz Hildo Nicolau Peron, da 2ª Vara Federal da Capital. A área, localizada perto do antigo terminal de ônibus, é de propriedade da União, que entrou com ação contra o Estado de Santa Catarina, o município de Florianópolis e os ocupantes que exploram o imóvel.

O juiz decidiu pela desocupação depois que a tentativa de acordo não deu certo.
DIARIO.COM.BR E CBN/DIÁRIO
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