29 de abr de 2010

Sistema de emissários enfrenta resistência no Campeche e região

O novo embargo judicial às obras da estação de esgoto do Rio Tavares foi recebido com alívio por lideranças comunitárias ligadas ao Mosal (Movimento de Saneamento Alternativo), que envolve entidades do Campeche, Pântano do Sul, Ribeirão da Ilha e Naufragados, entre outros, contrários ao modelo de sistema de esgoto em implantação na região, especialmente à questão dos emissários de esgoto. Dirigentes da maricultura também comemoraram a decisão, já que contestam recente decisão do Conselho Municipal de Saneamento autorizando o destino dos efluentes para a Baía Sul em caráter temporário, até a instalação do polêmico emissário. 

O maricultor Ruy Wolff, representante do segmento no conselho, aposta numa agenda de reuniões em Brasília, junto aos principais ministérios, para tentar reverter o modelo. Os maricultores não aceitam o despejo de efluentes de esgoto no Rio Tavares e Baía Sul, mesmo que em caráter temporário, porque entendem que põe em risco a atividade. “Quem vai querer comprar marisco produzido numa região que recebe esgoto?”, questiona. “Efluente tratado é esgoto, tem uma carga microbiológica alta, uma série de nutrientes que elevam o risco de maré vermelha”, acrescenta. 

O Mosal, cuja principal bandeira é lutar contra o emissário, aposta na intervenção da Justiça e Ministério Público para reverter o projeto. Dirigentes da entidade entendem que o modelo não se sustenta do ponto de vista técnico-ambiental e teme que sua instalação abra caminho para o lançamento do esgoto in natura de toda Grande Florianópolis no Campeche, prejudicando a própria balneabilidade da região. “No médio prazo creio que temos alguma chance de reverter esse processo na Justiça”, assinalou Gert Schinke, do Mosal. (Foto: William Casagrande/Divulgação/JC) 


Fonte: www.jornaldocampeche.com.br
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