6 de mai de 2010

Lazer na biblioteca

Censo realizado pelo MinC mostra que salas catarinenses são bem frequentadas, têm acesso à internet e infraestrutura para deficientes

Biblioteca é, sim, local de lazer para os catarinenses. Pelo menos é o que aponta o censo das Bibliotecas Públicas Municipais (BPM), realziado pelo Ministério da Cultura (MinC). As unidades do Estado também são as mais informatizadas e com acesso à internet e a média mensal de empréstimos de títulos (349) supera à nacional (296).

O estudo mostra ainda que, nas visitas, a preferência dos frequentadores é por obras gerais. Em primeiro lugar estão as enciclopédias e os dicionários, seguidos por literatura, geografia e história.

No sul do Brasil, Curitiba tem o melhor índice, mas Santa Catarina é um dos Estados que se destacam no censo: é o segundo no ranking nacional. As bibliotecas não abrem aos domingos (apenas algumas em datas especiais), em compensação 23% delas atendem usuários à noite.

Apenas 12% oferecem serviços para deficientes visuais (audiolivros, livros em braille, etc.), mas o número é superior à média dos outros estados (9%). No caso dos serviços especializados para surdos-mudos, deficientes mentais ou físicos, o índice sobe para 13%. Em nível nacional, este é de 6%.

Balneário Camboriú figura no topo do ranking dos 12 municípios catarinenses com maior número de bibliotecas a cada cem mil habitantes (tem uma biblioteca para população de 94 mil). Florianópolis está em 10º lugar e Joinville em 12º.

O secretário de Cultura de Balneário Camboriú, Eduardo Meneghelli, não tinha conhecimento da pesquisa mas ficou satisfeito com o resultado.

– Eu não sabia deste estudo, mas acredito que o nosso bom desempenho se deve ao trabalho que viemos realizando nas bibliotecas de Balneário, com a manutenção e atualização do acervo constantemente. Mas não adianta querer fugir de uma realidade. É preciso levar às bibliotecas para os bairros – diz ele, citando o projeto Biblioteca Volante como exemplo do trabalho de descentralização do acervo e popularização das obras.

A classificação de Florianópolis foi recebida com tranquilidade pelo secretário de Educação e superintendente da Fundação Cultural Franklin Cascaes, Rodolfo Pinto da Luz. Ele disse que sua política é para fortalecer as existentes e não criar novas unidades.

– Também estamos dando apoio a bibliotecas de bairros. Começamos no ano passado e queremos aumentar nossa participação neste ano – diz Rodolfo Pinto da Luz.

O mais grave do estudo é que existem 13 municípios sem biblioteca em SC. O problema deve ser resolvido nos próximos meses com o projeto do MinC de distribuir kits de implantação de bibliotecas. Eles são formados por 2 mil livros, mobiliário e equipamentos, no valor de R$ 50 mil/cada, totalizando R$ 650 mil no Estado.

Isso não é garantia de que as unidades passem a funcionar de forma satisfatória. As cidades não têm orçamento para os custos de manutenção (aluguel do prédio, recursos humanos e compra de livros). É o caso de Orleans, no sul de Santa Catarina. O prefeito Jacinto Redivo diz que o serviço é terceirizado e que não há verba para a implantação de uma unidade municipal. O prefeito de Armazém, Jaime Wensing, conhecia a pesquisa e afirmou que o município está reimplantando sua biblioteca municipal.

Diario.com.br
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