6 de nov de 2010

Audi A1: experimentamos o mais novo rival de Fiat 500 e Mini Cooper

“Pô Luís, eu devia ter testado o A1 primeiro. Depois de ter dirigido o R8 ele vai parecer fraco, heim?”, perguntei para o funcionário da Audi encarregado dos test-drives durante o Salão do Automóvel. “Ah, mas não vai mesmo”, ele enfatizou.


Motor


O cara da Audi estava certo. O novo compacto premium dos alemães chega em 2011 para concorrer em um nicho de carros pequenos, estilosos e nem um pouco baratos. Tem motor turbo 1.4 TFSI capaz de gerar 122 cavalos – que parecem muito mais graças ao seu peso de apenas 1.045 quilos. A configuração do câmbio automatizado S-Tronic, com trocas ágeis e curtas, deixa o A1 rápido nas acelerações e esperto nas retomadas. O botão S, do câmbio, é para quem quer dar um esticada, e aumenta a relação das marchas na hora de pisar fundo.



Logo na arrancada para sair do estacionamento do hotel Holiday Inn, onde começava o percurso, o compacto mostrou que acelera bem. Segundo a Audi, o A1 arranca de zero a cem em 9,1 segundos e é capaz de atingir 200 km/h, desempenho levemente melhor que o dos carros 1.6 nacionais. Na Marginal Tietê, no trecho que dá para pisar fundo, o carrinho respondeu bem e retomou facilmente de 70 km/h até uma velocidade que não era permitido naquela via, o que comprova o bom torque de 20 kgfm na faixa de 1500 a 4000 rpm (um Ford Fiesta 1.6, por exemplo, encontra o máximo de 15 kgfm a 5000 rpm). Não chega a ser empolgante, mas é bastante eficiente.
Um grande ponto a favor do pequeno alemão: segundo a Audi: ele faz uma média de 20 km/l. Isso por causa do sistema star-stop do motor: basta tirar o pé do acelerador e encostar o carro que ele entra em modo standby. Este sistema, também utilizado no Smart Fortwo, é uma mão na roda no trânsito intenso, como o de São Paulo. É só acelerar que o motor ganha vida novamente.
Direção
Apesar de não ser equipado com o sistema de tração Quattro, o A1 é um carro extremamente divertido de dirigir. Logo de cara fiquei impressionado o quanto o volante do A1 é leve em baixas velocidades. A direção elétrica hidráulica da Audi realmente encaixou bem no compacto, que responde muito bem nas curvas e nas eventuais desviadas dos buracos – tem alguns enormes ali na frente do hotel Holiday Inn, onde começava o percurso.

Vida a bordo
O Audi A1 traduz um pouco da antiga expectativa para o futuro: carros pequenos e econômicos para rodar na cidade. O painel, o volante esportivo de couro e o console central não trazem muita surpresa; são mais do mesmo. Equipamentos de qualidade que equipam boa parte dos carros da Audi, inclusive compartilhados com o R8, estão dispostos para o motorista, como a tela LCD de 6.5 polegadas, o computador de bordo e o câmbio S-Tronic. Os bancos são confortáveis e quatro passageiros rodam bem ali – e o silêncio na cabine é uma qualidade agradável, já que o isolamento acústico e forramento interno são muito bem feito. Há um console no meio do banco traseiro que oferece um apoio para o braço e porta-copos. Dá para viajar com a galera sem medo de ser feliz - contanto que eles levem pouca bagagem.
A iluminação do interior é outro dado interessante. É toda feita com LEDs. O pacote inclui desde a luz ambiente até para leitura, pés e maquiagem. É o primeiro compacto premium a utilizar este recurso. O sistema de áudio da Bose distribui 465 watt por 14 falantes, tudo comandado pelo volante ou pela tela do console central.
A1 vs Mini Cooper vs Fiat 500
Estes são os adversários que o A1 encontrará quando chegar ao Brasil, em meados de 2011. O Audi A1 tem o motor mais potente (comparado com o 1.6 de 120 cavalos da Mini e o 1.4 de 100 cavalos do 500), assim como é o mais leve da categoria e, apesar de ser alguns centímetros mais largo, tem o melhor coeficiente aerodinâmico dos três: 0,32. Isso faz dele o mais econômico, já que a Mini e a Fiat garantem uma média de consumo de 13 km/l e 11 km/l respectivamente, contra 20 km/l do A1.
A qualidade do acabamento interno também é ponto para a Audi, que caprichou na instrumentação do seu compacto, comparado à simplicidade simpática do 500, e utilizou claramente alguns dos melhores materiais da marca, criando uma espécie de miniatura cupê do A4.
Conclusão
Este é definitivamente um carro com DNA da Audi. O design é muito acertado e dá esportividade mesmo a um carro tão compacto, graças aos traços familiares como as lanternas diurnas de LED e a grade frontal. A qualidade dos equipamentos e materiais utilizados é a mesma encontrada nos carros de luxo dos alemães, como os assentos dianteiros aquecidos, volante revestido de couro, sensor de chuva e ar condicionado automático. Se ele chegar na mesma faixa de preço do Mini Cooper, cerca de R$ 90 mil, deve abocanhar um pedaço do mercado. O Fiat 500, por seu lado, é bem mais barato (entre R$ 59 e 65 mil), menos potente, e só leva quatro pessoas se todo mundo estiver de bom humor - e se o trajeto for curto.
Para não parecer que estamos ovacionando demais a chegada deste compacto, não gostamos de como as colunas foram pintadas de outra cor. Elas fazem o carro parecer um brinquedo de encaixar. Mas tudo isso é personalizável na hora da compra. 
Fonte da matéria por completo: http://www.jalopnik.com.br

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