2 de fev de 2012

Cientistas 'redescobrem' espécie de macaco no Sudeste Asiático

Primata langur-de-hose era considerado extinto por ambientalistas. Encontro de família de macacos foi 'acidental', diz pesquisadores.

Cientistas que trabalham nas florestas da Indonésia podem ter “redescoberto” uma espécie de macaco considerado tão raro, que muitos achavam que ele estava extinto.

Uma família de exemplares de langur-de-hose ou langur-cinzento (Presbytis hosei canicrus) foi identificada na Floresta Wehea, na ilha de Bornéu por meio de armadilhas fotográficas montadas em junho, que, inicialmente, tinham o objetivo de registrar imagens de leopardos, orangotangos e outros animais selvagens.


As fotos dos primatas surpreenderam os pesquisadores, porque nunca houve uma fotografia que comprovasse a existência da espécie, o que dificultou a identificação desses animais, disse Brent Loken, pesquisador da Universidade Simon Fraser, do Canadá. O encontro foi tema de artigo científico publicado nesta sexta-feira (19) na revista “American Journal of Primatology”.

Com olhos cobertos, além de nariz e lábios rosados, seu habitat original era no nordeste de Bornéu, além das ilhas de Sumatra e Java, todas na Indonésia. Descoberto em 1934, o primata é considerado ameaçado de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês).

Desaparecimento
A preocupação sobre uma possível extinção desta espécie surgiu em 2005, quando foi realizada uma extensa pesquisa de campo e comprovou-se que as áreas onde haveriam espécimes foram destruídas por incêndios, ocupação humana e conversão de terras para agricultura e mineração.

“Para mim, a descoberta deste macaco é representativa para as espécies da Indonésia. Há tantos animais que conhecemos pouco e já sabemos que suas casas estão desaparecendo rapidamente. Muitos deles podem entrar em extinção”, complementa Loken.

Uma expedição deve retornar a explorar uma área de 380 km² de floresta para tentar descobrir quantos langur-de-hose ainda vivem no local.

Desde 2005 os cientistas não encontravam mais exemplares desta espécie no Sudeste Asiático, tanto que ambientalistas davam essa espécie como extinta.
Fonte: g1.globo.com
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