23 de jan de 2012

Mais de 60% das cidades em SC têm pelo menos duas operadoras de celular

Tecnologia 3G chegou a 52,9% dos municípios, em janeiro de 2012.


Se você quiser evitar o remorso por deixar de atender ligações urgentes no celular, terá que viajar para a pequena Nazária, no interior do Piauí, única cidade do país sem sinal. Em Santa Catarina, a cobertura de telefonia não só atinge todos os 293 municípios desde maio de 2010, como 65% deles contam com os serviços de ao menos duas operadoras e mais da metade tem acesso à tecnologia 3G, que possibilita banda larga móvel.

No novo mapa de telecomunicações do Estado, as cidades que recentemente ganharam concorrência de uma nova operadora tem até 9 mil habitantes, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mesmo assim, observa Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, especializada no setor, isso não determina que a cidade tenha uma densidade baixa de celulares, estimada pelo número de aparelhos por cem habitantes.

Pelo contrário, a demanda tem se mostrado alta nestas regiões, o que torna até fácil para um segundo player entrar. O estímulo à concorrência gera mais procura por aparelhos e planos e quem sai ganhando é o consumidor.

— A operadora nova tende a crescer rapidamente, porque ela pega uma parcela muito grande de clientes que estão insatisfeitos com a primeira empresa. Além disso, entra com promoções agressivas para superar as vantagens da companhia antiga. Nestes municípios, as operadoras atingem, sempre, um número mínimo aceitável de clientes — afirma Tude. Mesmo nos 21 pequenos municípios, com até 8 mil habitantes, onde apenas uma empresa oferece telefonia móvel, diz ele, a demanda segue acelerada.

Compromisso com Anatel

A cobertura total do território catarinense é consequência do compromisso que as operadoras assumiram com a Anatel em 2008. Para participar do leilão de lotes de frequência de 3G, na época, concordaram em levar o sinal de celular a 1.836 cidades do país sem cobertura até 30 de abril de 2011. Em Santa Catarina, a última cidade a receber o sinal, São Martinho, no Sul do Estado, entrou no mapa da cobertura quase um ano antes do prazo, dia 29 de maio de 2010.

No leilão que tornou a Nextel a mais nova empresa de telefonia móvel do país, também ficaram estabelecidas obrigações para as redes 3G. As operadores têm como meta garantir cobertura a todas as cidades com mais de 200 mil habitantes até este ano. A oferta desta tecnologia nos municípios com população menor do que 30 mil tem com prazo máximo 2016.

Investimentos para 2012 no Estado

A busca por clientes garante novos investimentos em infraestrutura no Estado em 2012. Até o fim de janeiro, a Claro oferecerá 3G em Seara, Videira e Curitibanos. No ano passado, a operadora havia ampliado a cobertura para 12 cidades.

O diretor regional da Claro, Eduardo Coutinho, acrescenta que, em 2012, serão investidos mais de R$ 3,5 bilhões em infraestrutura, serviços e produtos no país. A Tim não informa dados regionalizados, mas adianta que, até 2013, 85% dos investimentos totais da empresa serão em infraestruta: R$ 7,2 bilhões. A Oi não quis divulgar sua estratégia e a Vivo promete chegar com a tecnologia 3G em 2.832 cidades brasileiros, onde vivem 85% da população.

Popularização do 3G+

Depois do compromisso de abrangência assumido pelas operadoras em 2008 com a Anatel, a cobertura 3G chegou a 52,9% dos municípios de Santa Catarina, em janeiro de 2012. E segundo o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, todos as cidades do Estado estarão cobertas até 2016.

Mas além da expansão do serviço, o próximo passo é o investimento na velocidade da internet 3G. Vivo e Claro já capacitaram toda a sua rede para 3G+, termo simplificado para HSPA+, tecnologia que permite atingir velocidades de navegação até três vezes mais rápidas que a atual — de 1 megabits para 3. A próxima evolução será a 4G, com velocidade no modem portátil, ou celular, de até 10 megas.

Tude afirma que a 3G+ deve se popularizar já neste ano. Primeiro, onde as operadoras estão capacitando as redes, que é nos grandes centros. A 4G utiliza da mesma infraestrutura da 3G+ para ser instalada, o que acelera o processo. A Anatel tem uma proposta de edital para leilão de faixas da tecnologia de quarta geração.

Chegada do 4G

Pensando nos eventos esportivos que o país vai receber nos próximos anos, a proposta estabelece datas para a entrada em operação do serviço. Para as cidades-sede da Copa das Confederações de 2013, a tecnologia 4G deve ser oferecida até 31 de maio do mesmo ano. Nas sedes e subsedes da Copa do Mundo, até 31 de dezembro de 2013.

As capitais de estado e os municípios com mais de 500 mil habitantes e também devem ter receber o serviço até 31 de maio de 2014, ainda antes da Copa do Mundo. O cronograma para as cidades com mais de 100 mil habitantes, que não se enquadram nas categorias acima, prevê a chegada da tecnologia até dezembro de 2015 e, naquelas entre 30 mil e 100 mil habitantes, até o fim de 2017.

Tude esclarece que para as operadoras ativarem a internet 3G+, ainda, precisam de duas ações em infraestrutura. A primeira é ligar por fibra ótica as Estações Rádio Base (ERBs), que são estações fixas com que os terminais móveis se comunicam. Depois, o usuário deve ter um celular específico ou um modem portátil para a HSPA+, os quais custam mais caro que os utilizados hoje. Segundo ele, as operadoras esperando que o preço dos aparelhos, em uma escala mundial, caiam em breve.

— É dessa maneira que a tecnologia 3G irá evoluir no país. Percebo que as empresas de telefonia estão fazendo investimentos suficientes em infraestrutura para receber este avanço. Tanto que a Claro, por exemplo, está privilegiando a capacidade da rede que interliga as ERBs, para garantir uma velocidade mais uniforme, do que o crescimento em número de municípios. Já a Vivo, investe nas duas frentes — observa Tude.

O presidente da Teleco complementa que terminada esta estrutura de fibra ótica, a rede estará pronta para receber, também, a 4G. Mas as cidades que vão receber primeiro, já neste ano, a 3G+, estarão nos grandes centros, onde o congestionamento do sinal é maior. Para a 4G, a lógica de expansão é a mesma.

Fonte: diariocatarinense.clicrbs.com.br


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