23 de jan de 2012

Projeto Golfinho ensina noções de prevenção a afogamentos para crianças em Santa Catarina

A iniciativa do Corpo de Bombeiros foi criado em 1999 e ocorre em 47 praias do Estado.


O futebol de caranguejo, a corrida mixuruca, o pega-pega na água. É assim, em meio a brincadeiras, que noções de prevenção a afogamentos são repassadas para crianças de 8 a 14 anos nas praias de Santa Catarina. As atividades e as lições fazem parte do Projeto Golfinho, do Corpo de Bombeiros, criado em 1999.

O projeto acontece em 47 praias do Estado — destas, 20 ficam no Litoral Norte, que já formou cerca de 22 mil crianças. Por duas horas, das 8h às 10h, durante quatro dias da semana, elas aprendem os perigos do mar, como as correntes de retorno; as características sobre as praias e o que são costões. Além disso, recebem noções de cuidados com o meio ambiente, recolhendo o lixo da areia e aprendendo a cuidar dos bichos. Ao final, todas recebem um certificado.

— É um trabalho de prevenção. Por muitos anos, o foco dos Bombeiros ficou no salvamento. Isso foi mudando. Por isso, trabalhamos desde cedo com eles — conta o tenente Bruno Azevedo Lisboa.



Qualquer criança pode participar, basta fazer a inscrição em algum posto guarda-vidas. Também não é preciso saber nadar, porque a maioria das atividades é na areia. Os exercícios na água são feitos na parte rasa, sempre acompanhados de um guarda-vidas.

Além de trabalhar a prevenção desde cedo, o projeto também pretende acabar com uma estimativa. Cerca de 40% das ocorrências durante a temporada de verão nas praias catarinenses envolvem crianças entre 8 e 14 anos — público alvo das atividades. Um destes acidentes aconteceu no começo deste ano, quando dois irmãos, com 11 e 13 anos, morreram afogados na Praia do Forte, em Florianópolis.

Nesta semana, mais uma turma foi formada na Praia dos Ingleses, Norte da Ilha. Desde o início do ano, cerca de 120 crianças participaram do projeto em Florianópolis. Até o final desta temporada, outras 550 devem receber o certificado.

Marcela Rosângela dos Santos, 9 anos, estava com o dela em mãos. Acabara de receber do professor. Entre os cuidados que aprendeu, ela cita que a água do mar não deve passar da cintura.

O colega Arthur Ramos Carneiro, 11 anos, tem o exemplo de casa. O pai é guarda-vidas, profissão que ele quer seguir.

— Eu já estou me preparando para isso — planeja o garoto.

José Paulo da Silva, 10 anos, está fazendo o curso pela segunda vez. De tudo que aprendeu, reforça a história do repuxo.

— Quando tem um, em vez de nadar pra faixa de areia, temos que nadar para um dos dois lados — explica.

Já a atividade favorita de Maria Vitória Pádua Rocha, 10 anos, foi a de adivinhar os animais marinhos. Apesar de morar longe do litoral, em Foz do Iguaçu (PR), ela já tem bem claro o que será quando crescer:

— Bióloga marinha — revela.

Fonte: diariocatarinense.clicrbs.com.br
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